Depois de alguns anos enfrentando altos e baixos, o mercado de sorvetes demonstra que voltou com tudo e já pode ser considerado um dos mais atraentes para os empresários que procuram um nicho estável em que confiar seu investimento.

A sensível recuperação dos números se deve, sobretudo, à variedade de produtos anunciados ano a ano. Temos as deliciosas paletas mexicanas e, agora, vivemos o ápice dos tradicionais gelatos artesanais e das franquias de açaí, espalhadas pelas esquinas de toda cidade brasileira.

O cenário mostra que quem resolve ingressar nesse setor no Brasil precisa ir além do convencional, estar de olho nas tendências e, claro, sair da zona de conforto para se sobressair nesse ramo tão criativo.

É justamente isso que vamos abordar neste post. Continue a leitura para ter uma visão 360º do que é novidade no mercado de sorvetes, entender seus desafios e o que esperar para os próximos anos.

Um breve panorama do mercado de sorvetes no Brasil

Basta passear a pé pelas ruas e avenidas das cidades em diversas regiões do País para perceber a quantidade de sorveterias, gelaterias e franquias de açaí de portas abertas. Aos fins de semana, é provável que uma fila de pessoas esteja tomando conta da entrada desses estabelecimentos para garantir uma casquinha — literalmente.

Como país tropical que somos, e amantes da iguaria gelada, em 2016, consumimos mais de 1 bilhão de litros de sorvete — a média é de 4,86 litros por pessoa —, o que resultou em cerca de 12 bilhões de reais em faturamento na “conta” de todo o setor, conforme levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS).

Em termos mundiais, o Brasil fica bem colocado em relação a outros países tanto no consumo (11º lugar) quanto na produção (10º lugar) de sorvetes.

Com mais de oito mil empresas presentes no mercado, centenas de novas fábricas de sorvetes despontam para “surfar” na maré de crescimento e estabilidade que os números têm demonstrado. A maioria delas pertence a micro e pequenos empreendedores, que buscam se capacitar e investir em equipamentos para que, em curto prazo, comecem a ter retorno sobre o investimento realizado com a qualidade esperada pelos clientes.

No seguinte tópico, vamos entender de que forma o conceito de qualidade também tem passado por transformações nesse ramo.

O “boom” das paletas e a exigência por mais qualidade

Existe uma diferenciação muito grande entre os mercados de picolé e de sorvete — apesar de a maioria dos sorveteiros fabricarem os dois produtos —, porém, não dá para pensar em um sem o outro.

Diante desse cenário, a explosão de paleterias mexicanas país afora foi a responsável por transformar os dois mercados no quesito qualidade. Depois de experimentarem picolés mais macios, recheados e mais “encorpados”, os consumidores ficaram exigentes com os próprios picolés tradicionais, pois o padrão de qualidade certamente chegou a um patamar mais elevado a partir desse período.

Essa maior exigência dos consumidores de sorvetes é, na verdade, uma grande oportunidade para os empreendedores do setor. Afinal, se há desejo por maior qualidade, é porque existe gente à beça interessada nos produtos e disposta a pagar por eles. Mas só ganha essa disputa quem realmente atende às expectativas, inovando sempre.

Vantagens e desafios para quem quer abrir um negócio no setor de sorvetes

A tendência do mercado de sorvetes é a especialização dos sorveteiros em alguns nichos, que são altamente lucrativos. Alguns produtores deixam de partir para uma produção em larga escala, de pouca diversificação e baixo valor agregado, e investem em uma produção de pequena escala, mais bem segmentada, de maior diversificação e, por consequência, com maior valor agregado, o que se reflete também no valor comercializado.

Como vimos, o que não falta nesse ramo é variedade e público-alvo para explorar. Para se ter uma ideia, enquanto alguns produtores preferem fabricar os sorvetes mais elaborados, os gourmets, outros podem apostar em uma linha mais tradicional — os sorvetes “raiz”, como os de flocos, chocolate e morango, que ainda colecionam muitos adeptos.

Outra opção são os gelatos artesanais, que vieram para ficar, assim como o açaí cremoso, fruta amazônica que conquistou o paladar dos brasileiros como uma opção nutritiva e saborosa.

Aproveitando o nicho saudável e consciente, há também os sorvetes veganos, fitness e, ainda, os preparados especialmente para animais de estimação, como petiscos gelados e picolés, além de outras gostosuras “proibidas” para humanos. Os empreendedores que embarcaram no setor de sorvetes para pets têm como maior desafio a qualidade de vida dos bichinhos e o cuidado de atender às normas veterinárias.

E desafio é o que não falta para o setor de sorvetes. Afinal, essa segmentação requer dos sorveteiros disposição para aprender sobre o novo “universo” do negócio e investimento em qualificação — fator quase obrigatório em qualquer tipo de empreendimento que se queira explorar com competência.

Contrariando a ideia de que o consumo de sorvetes e picolés é categoricamente sazonal, os números expressam que os brasileiros estão buscando gelaterias e quiosques de açaí não somente na época de temperaturas mais altas.

Outro ponto positivo, que quebra paradigmas novamente, é quando transcende o rótulo de mera sobremesa para ser considerado, antes de mais nada, um alimento saudável e nutritivo — o que também contribui para o impulsionamento de suas vendas durante o ano inteiro.

Por esses motivos, aos empreendedores que veem nesse setor um horizonte de possibilidades, é imprescindível realizar uma pesquisa de mercado aprofundada, a fim de estudar as melhores estratégias e, sobretudo, desenvolver a criatividade para fabricar modelos inovadores de sorvete, que, quem sabe, podem se tornar a nova “febre”.

Perspectivas do mercado para os próximos anos

Se a cada ano a sensação de calor está aumentando, o produto que é diretamente ligado a esse aspecto não fica atrás. O mercado de sorvetes vem se tornando mais atrativo e estatísticas da ABIS projetam que o produto seja ainda mais consumido nos próximos anos, mesmo com a atual per capita de 5,44 litros/ano,

Segundo uma pesquisa realizada pela Mintel, uma empresa de inteligência de mercado, o ramo de sorvetes tem tudo para chegar a 2020 com expansão de até 81%. Isso significa que o faturamento do mercado de sorvetes no Brasil deve atingir R$ 13,9 bilhões, com volume médio de 799 milhões de litros. Por isso, é interessante que indústrias e comerciantes se preparem para um grande consumo.

Em meio à visível ampliação e à crescente demanda, já despontam no mercado empresas especializadas em capacitação de futuros sorveteiros, para que eles possam se destacar frente à concorrência acirrada e, sobretudo, se preparar para entregar produtos excelentes. 

Para isso, é importante focar em uma produção com máquinas de qualidade, que proporcionem inovação e que atendam às expectativas na hora de preparar a mercadoria. A tecnologia permite que os estabelecimentos ofereçam produtos mais cremosos que, de certa forma, capturam novos consumidores.

Além disso, um empreendimento pode realizar treinamentos para a equipe, oferecendo cursos com a finalidade de ensinar os funcionários a produzirem os sorvetes de forma correta e com excelência. Isso acaba impactando as vendas, uma vez que os clientes sentem a qualidade no que é entregue.

Tendências no nicho 

Como o setor acompanha as inovações, técnicas e inserções de públicos, é necessário atentar às tendências para diferenciar o negócio dos demais, seja por meio de novos sabores, embalagens ou até formas de divulgação.

Oferecer produtos que a concorrência não têm nunca sai de moda. Por isso, lançar novos sabores é uma tendência. Considerar os clientes com restrições alimentares é uma boa dica na hora de criar um sorvete sem glúten, lactose ou de origem animal. Esses produtos devem ser cada vez mais naturais, com frutas frescas e ingredientes mais simples.

Além disso, para os próximos anos, os sorvetes serão vistos como alimentos e não apenas como uma sobremesa. Atualmente, ele já vem sendo introduzido em massas, itens do café da manhã e em alguns drinks. Isso porque são nutritivos e ricos em proteínas, cálcio e outras vitaminas, além do fato de serem consumidos até na estação mais fria do ano, com cremes e chocolates mornos.

Diversificar as formas de apresentação do produto é um fator interessante para os consumidores. Sorvete com outros acompanhamentos, misturas com açaí ou cupuaçu e outras infinitas possibilidades são formas de cativá-los. Essa prática pode ser chamada de “instagramáveis”: aqueles produtos que merecem ser compartilhados na rede social, o Instagram, pois são visualmente bonitos e acabam fixando a marca na mente das pessoas.

Em vista disso, é essencial divulgar essas e outras novidades ou até promoções por meio de algumas mídias sociais, como um site para levar os usuários a conhecerem seus produtos e as redes sociais em que seu público-alvo se encontra para dar espaço às opiniões de cada um e criar um marketing boca a boca, que é o mais forte na internet. Em ambos devem ser entregues conteúdos de valor para tornar experiências únicas e seu produto, exclusivo.

Portanto, a perspectiva do mercado de sorvetes referente às vendas nos próximos anos é de aumento da demanda, devido ao fato de o setor estar separado por nichos, com públicos bastante segmentados. Marcas que se preocupam com as tendências do setor são mais bem-sucedidas. Assim, coloque em prática as dicas apresentadas até aqui e veja os resultados.

Se você quer se destacar ainda mais nesse ramo, procure empresas que ajudarão nisso, seja com equipamentos, consultorias ou cursos. Entre em contato conosco e conheça nossas soluções. Estamos te esperando!